ICMS do diesel e reoneração da folha: por que os custos do transporte aumentam em 2026
- Canedo Costa Pereira Alabarce

- 19 de jan.
- 2 min de leitura
Em 2026, a planilha do transporte começou o ano com duas mudanças simultâneas: o reajuste do ICMS do diesel e a reoneração gradual da folha de pagamento. Mesmo quando um aumento “parece pequeno” no valor unitário, ele vira relevante quando multiplicado pelo volume real de operação — e, ao mesmo tempo, mão de obra é uma das maiores linhas de custo do setor.
O que mudou no diesel
No dia 1º de janeiro, entrou em vigor o reajuste do ICMS do diesel em R$ 0,05 por litro (de R$ 1,12 para R$ 1,17). Isso tem impacto direto no custo operacional, especialmente em operações com grande consumo mensal e alta quilometragem.
O que é a reoneração da folha (e por que importa)
A reoneração retoma gradualmente a tributação sobre a folha até 2028, alterando a relação entre contribuição previdenciária e CPRB ao longo do período. Na prática, isso aumenta o custo por empregado e pressiona a estrutura de gastos com pessoal — um ponto sensível para um setor intensivo em mão de obra.
Por que esse impacto não é igual para todo mundo
Um ponto essencial é que o efeito real varia por operação: idade média da frota, quilômetros percorridos, salários praticados, volume de funcionários e a relação entre receita e mão de obra mudam a conta final. Em contratos públicos, esse tipo de aumento pode entrar nas discussões de reequilíbrio e nas tarifas praticadas, dependendo do contrato e do modelo de remuneração.
O resultado no dia a dia da mobilidade
Quando combustível e folha sobem ao mesmo tempo, a tendência é aumentar a pressão sobre a tarifa técnica e sobre o orçamento (incluindo subsídios), além de elevar a complexidade de planejamento para operadores e gestores públicos.
Para aprofundar esse debate, Márcio Alabarce (CCPPA) traz uma leitura prática sobre como essas variáveis entram na planilha e o que muda na gestão e nos contratos do transporte coletivo.


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